- Na última Copa do Mundo, na África, as arbitragens não foram boas e o que o presidente da Fifa fez? Dissolveu a comissão e botou uma nova. Eles reformularam e planejaram para a Copa do Brasil, fizeram oito cursos no mundo todo com os árbitros que foram pré-selecionados e fizeram testes físicos, tanto que os brasileiros (Wilson Luiz) Seneme e (Leandro) Vuaden não passaram, e foi o Sandro (Meira Ricci), que era o terceiro cotado. E deu no que deu, foi uma arbitragem fraca. O Sandro foi bem, só não apitou a final por ser novo, mas já está cotado para a próxima. Mas as interpretações foram erradas e uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a falta de critério dos árbitros, principalmente na aplicação do cartão amarelo - analisou.
Dois lances foram citados por Arnaldo para demonstrar a falta de critério. No jogo com a Colômbia, o zagueiro brasileiro Thiago Silva foi corretamente punido por tocar na bola enquanto ela estava na posse de goleiro Ospina, no jogo das quartas de final. Depois, na semifinal, Agüero protagonizou lance semelhante com o goleiro holandês Cillessen e saiu sem punições.
- O que diz a regra? Quando o goleiro defende e vai chutar a bola para frente, ele pode soltar porque a bola está de posse dele, e aí o jogador atrapalhou e levou o amarelo - explicou o comentarista de arbitragem.
Com os cartões amarelos, a média foi de 2,8 por partida, enquanto as expulsões ficaram na média de 0,2. Os números são mais baixos que do Mundial da África do Sul, em 2010, que eram 3,8 e 0,3, respectivamente.
- Nessa Copa do Mundo tivemos 2,8 de média de cartão amarelo mostrado, a mais baixa (das Copas), porque eles pararam de mostrar o amarelo. Não é recomendação, porque a Fifa não tem coragem, mas eles conversam entre eles. Como seguraram o vermelho também - concluiu Arnaldo Cezar Coelho.
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